Dados biográficos

Por André Ricardo Aguiar

Antônio Mariano de Lima nasceu no dia 20 de agosto de 1964 em João Pessoa (PB) onde realizou seus estudos, culminando com a Licenciatura em Educação Artística pela Universidade Federal da Paraíba.

Seus primeiros textos (letras de música) datam de 1981, escritos que foram assumidos literários pelo colega de classe Francisco Sátiro. As primeiras leituras e navegações vieram baldeadas por um carro-biblioteca, caindo-lhe nas mãos leituras diversas como Augusto dos Anjos, Camões, Chico Viana, Herberto Sales, Bernardo Elis, entre outros.

1984 foi o ano de estréia em literatura. Além da conquista do 1º lugar no I Concurso de Poesia do SESC (Serviço Social do Comércio da Paraíba), participou na antologia do movimento Oficina Literária, coordenado pelo poeta Antônio Arcela, na "Seção Tudo", de O Diário da Borborema, de Campina Grande, e na extinta Presença Literária, assinando Mariano Nânton.

Os mais variados trabalhos de Antonio Mariano (poemas, contos, artigos) estão publicados nos suplementos literários Correio das Artes, Usina, Ler, Blocos(RJ), O Capital (SE), Periscópio (SP), A Cigarra (SP) entre outros e no Jornal A União, onde assina uma coluna semanalmente. Publicou “O Gozo Insólito” (1991) e “Te Odeio com Doçura” (1995) ambos pela Editora Scortecci, de São Paulo.

Desde meados de 2000 mantém uma coluna aos sábados no Caderno Dois do jornal A União, onde escreve sobre literatura e culturas afins. É correspondente em João Pessoa da recém criada revista carioca Poesia Para Todos.

Integrou o Catálogo da Produção Impressa nos Anos 90, publicado pela Editora Blocos, Rio de Janeiro, 1995. No panorama internacional, integrou a PLANETARIA Antologia di Letteratura Contemporanea Multilingue, Edizioni Universum, Itália, 1997, organizada por Giovanni Campisi. Entre outros prêmios conquistados, destacam-se: Prêmio Jovem Escritor, promovido pela Secretaria de Cultura e o suplemento Correio das Artes(1986) e I Concurso Estadual de Poesia Cidade de Guarabira(1993), idealizado pelo então Secretário de Cultura, poeta Sérgio de Castro Pinto. Ativista cultural, organizou para o seu sindicato o "I Concurso Sintserf para Poemas Político-Sociais (1993). Com os poetas André Ricardo Aguiar e José Caetano criou em 1997 o selo alternativo Trema Edições, bem como a revista homônima, dedicados à literatura alternativa. Organizou um dos projetos ambiciosos do selo: "Vozes Femininas da Poesia Paraibana", iniciativa pioneira no Estado da Paraíba. Sobre sua poesia, manifestaram-se entre outros, ensaístas e poetas como José Paulo Paes, Mário Hélio, Fábio Lucas, Nelly Novaes Coelho, Chico Viana, Paulo Henriques Britto e Fernando Py.

A poesia de Antônio Mariano está fundada na melhor vertente da lírica moderna paraibana no bojo de estratégias as mais variadas, indo até paragens como a intertextualidade e a filosofia, entre tantos afluentes como a temática amorosa, metalingüística – poemas de fôlego curto ou longo – que traem suas leituras de Neruda, Drummond, Dante, Camões, Pessoa até a captura de objetos de natureza diversa como a sandália ou o sândalo: extremos de uma mesma e diversa poesia.

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